quinta-feira, 14 de julho de 2011

relembra-me


recordar um pouco do nosso passado, algo que me fez feliz, durante pouco tempo, mas um tempo que me fez sentir a melhor pessoa do mundo;

lembro cada palavra tua, cada desejo teu. o teu sorriso, tudo aquilo que mais queria, era ver-te a sorrir para mim. era tudo tão perfeito no inicio, parecias reinar o meu pensamento, e reinavas mesmo. já eras uma pequena parte de mim. verdade, pensei que aquilo fosse coisa pouca e que não durasse grande tempo. foste avançando ao teu ritmo, eu avancei contigo, era aquilo que eu realmente queria, estava tudo nas nossas mãos. tratavas-me como uma princesa, eu fazia de ti o meu principe e pareciamos (quase) perfeitos. pensei que o meu sentimento era algo insignificante que desse para ser controlado. e dava. mas mesmo assim, confiei no que sentias por mim, abdiquei de tudo, das mais pequenas coisas, às mais valiosas, só por ti. arrisquei, enganei-me a mim mesma, só para poder ficar contigo, para poder viver aquilo que me estavas a fazer viver, algo que para mim era extraordinário, era uma nova aventura, com novos objectivos, o meu objectivo eras tu. prendeste-me com as tuas atitudes, com as tuas palavras, os teus actos, tudo indicava que eras merecedor de tudo o que era meu. aos poucos, fui-te dando, mais e mais de mim. dei-te a minha confiança, tu deste-me a tua, éramos cumplices. acabei por me entregar a ti por completo, já fazia de tudo, nem que fosse para estar contigo durante 20 minutos, recordas-te? só um beijo teu já valia a pena de ter corrido tudo para te encontrar. depois? perdia autocarros, ía a pé para casa, chegava já era noite. andei nesta vida durante meses, tornou-se rotina. a tua presença já era tão comum na minha vida que já nem parava para pensar bem no que estava realmente a fazer. passei os melhores momentos da minha vida do teu lado, se me arrependo? de nada do que possa ter feito, porque tudo valeu apena. achas que foi tudo em vão? não foi, sei que concordas comigo. mas houve excessos, houve coisas que fiz sozinha, lutei contra o meu proprio corpo, na verdade, nem me apercebia que o fazia. talvez o fim me tenha feito ver que afinal já não podiamos dar mais um ao outro, aquilo que demos chegou, para nos conhecer-mos, para conhecermo-nos também a nós prórpios. não vou esquecer a pessoa que foste para mim durante aquele tempo, não vou esquecer nada do que me fizeste sentir. pude realmente acreditar mais tarde que nós iamos suportar aquela fase, a fase em que realmente tudo acabou. não suportámos, já era só eu que estava a querer suportá-la, e assim, foi o melhor que fizémos, acabámos.

tudo o que tenho feito, é tentar fazer com que me sejas indiferente, por de parte aquilo que fomos, e ver aquilo que agora realmente somos. nada que se compare. quero-te bem, tal como eu também fico, lembra aquilo que passámos com um sorriso, e desculpa-me por te magoar também com as minhas tentativas de esquecimento, nunca foi minha intensão, mas já que as viste, recorda-me, e relembra o quanto foi bom enquanto estivemos juntos, eu, nunca esquecerei.

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