tudo o que começa, começa bem, continua estável, vira estranho, fica diferente, algo piora, tudo acaba. pode levar imenso tempo, mas também leva pouco. entregamo-nos demais, achando que é realmente a escolha acertada, no fundo acaba por ser tudo errado. são sentimentos que não se controlam, não são feitos por escolha própria, parecem leves e sem importância até uma certa altura em que acabam por nos garantir que é sério. já nos pertence tanto que nos afoga em certeza tranformada em incerteza. as lágrimas? soltam-se instantaneamente. os sorrisos perdem-se e voltam em circunstâncias pouco comuns. por fora disfarçadamente estamos tão bem, e por dentro completamente distruídos. parece algo sorreal, parece nem sequer fazer sentido. mas faz, faz o sentido óbvio de um sentimento destruçado e uma mágoa inapagada. dor emocional, dor sentimental e imunda. é isso que sinto. é confuso, é estranho e dá vontade de esquecer tudo o que a memória relembra quando não se quer lembrar. algo semi-novo recomeça, fazendo parar por instantes a dor da saudade. nustalgia, que ao mesmo tempo possui inteiramente uma vontade de a fazer desaparecer. se podesse, se soubesse, mudava tanto. mudava tudo. mas a vida cria espectativas, e faz-nos sonhar demais, cria esperanças quase impossiveis de se apagarem. as pessoas parecem cegas, desentendidas, o mundo parece tão à parte disto. sou a única nestas circunstâncias? este dito problema foi criado por mim? creio que não. mas visto que o sentimento foi instalado em mim, e fui eu que o alimentei, a culpa está em mim, e estou a sofrer as minhas próprias falhas. falhas do passado, que no presente apertam as impurezas trazidas de outros alguém. quando tudo parece estar melhor, tudo acaba por ficar pior. vou dar a volta a isto, mesmo que perca mais, mesmo que falhe mais, quero apagar a única importância que me afecta nos ultimos tempos. e seja de que maneira for, ela vai-se apagar. ''com o tempo'' - dizem, mas isso é tanto. se tudo fosse mais fácil, neste momento eu não estaria nesta situação, mas isso também é de certa forma culpa minha, porquê? porque fui eu que dei de mim sem pensar no arrependimento que teria depois disto. o que se sente, não se toca, apenas com palavras de pouca importância. o merecimento é nulo, e a capacidade de dar é tanta (...), acabei por me perder mas vou reencontrar-me.

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