desde pequena me lembro do quanto aquela casa era alegre, do quanto me mimavas, o quanto me querias ao pé de ti, a fazer-te companhia. porque é que te tornaste tão egocêntrica? porque é que não te preocupaste mais comigo como te preocupavas antes? porque é que agora quase me expulsas da tua casa? porque é que já não me convidas para ficar? as coisas mudaram, e se as pessoas se afastaram, foste tu que as afastaste. não percebo o teu problema. mas sabes? às vezes a tua mania de achares que reinas tudo irrita-me, és manipuladora, tudo a tua volta é controlado por ti. porque é que achas que te escondem as coisas? porque é que achas que já pouco me importo com a maior parte das coisas que dizes? magoas-nos com imensas coisas que dizes. importas-te mais contigo, esqueces-te que se não fossemos nós estavas perdida. esquece os cursos superiores, deixa de tentar ser perfeita, és a mais imperfeita de nós todos. e deixa-nos viver as nossas vidas, sempre estivemos para ti, mas o nosso mundo não gira à tua volta. tenho saudades de quando te importavas realmente comigo, de quando querias a minha companhia. não lidas bem com a adolescência e pões-nos de parte quando já nos encontramos nela. sempre te respeitei, aliás, nesta vida és tu a pessoa pela qual tenho mais respeito. afastei-me de ti, mas lembra-te, és tu que nos afastas a todos, não nos afastamos de ti porque queremos, mas sim porque somos quase pressionados. gosto imenso de ti, mas sinto falta do teu mimo.

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